Diástase Abdominal: Entenda o Que é e o Que Fazer para Tratar!

O seu bebê já nasceu e após o parto percebeu que a barriga ainda está inchada e flácida, principalmente na região próxima ao umbigo? Pode ser diástase, um problema comum, que atinge parte das mulheres e pode causar desconforto e até dor. Mas, calma! Fique tranquila, pois há maneiras de solucionar.

Quer saber mais? Então, continue lendo e saiba tudo sobre a diástase!

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Diástase Abdominal: O que é?

As transformações sofridas no corpo da mulher durante a gestação, mesmo que assustadoras, já são esperadas. Afinal, é um de adaptações, onde há o aumento do quadril, barriga, seios, entre outras partes, que com o passar do parto tendem a voltar ao normal. Contudo, em alguns casos, o abdômen pode não voltar à rigidez anterior, o que causa desconforto, frustração e até uma certa insegurança em algumas ocasiões.

Logo, é importante saber que essa flacidez pode ser a diástase, que é um afastamento dos músculos, fazendo com que a região perca a rigidez. Resultando em aparente excesso de pele e alargamento da região abdominal, que pode afetar a mulher de diversas formas e até causar dor.

Esse afastamento é normal com o crescimento da barriga para conforto e desenvolvimento do bebê. Porém, após algumas semanas após o nascimento da criança, esse distanciamento diminui até voltar à musculatura anterior. E quando isso não ocorre é a diástase.

Quando isso acontece, os músculos abdominais podem ficar até 10 centímetros distantes entre si, resultando na aparência de flacidez e de cintura mais larga na grande parte dos casos. E em situações mais severas, a diástase ainda pode causar dor na barriga, costas e até pernas, gerando intercorrências e incômodos ao dia a dia da mulher.

Esse problema geralmente afeta gestantes acima dos 35 anos. Mas também pode surgir em outros momentos, como com levantamento excessivo de peso e até postura incorreta fora da gravidez, o que requer cuidado e atenção.

Assim, vale conhecer um pouco mais dos principais motivos e como prevenir a diastase na gestação. Confira!

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Como prevenir a diástase na gestação

A diástase abdominal não ocorre em todos os casos de gestação e segundo pesquisas, atinge menos de 150 mil mulheres no Brasil por ano. Portanto, vale saber que algumas iniciativas podem prevenir, evitando dores e desconfortos.

Assim, se estiver grávida e busca algumas sugestões para evitar a diástase, a maioria dos médicos passam as seguintes recomendações:

  • Controle o peso durante a gestação: Durante o crescimento do bebê na barriga, naturalmente os músculos ficarão mais relaxados. Porém, com o excesso no ganho de peso, isso pode causar a diástase, pois o peso exercido sobre os tecidos será maior, prejudicando a regeneração pós-parto. Assim, evite ganhar peso além do recomendado e mantenha uma alimentação saudável e equilibrada que ajudará também nessa questão;
  • Tenha atenção para a correta postura na gravidez: A má postura também pode prejudicar o equilíbrio do peso do bebê em relação ao corpo da mãe, interferindo na funcionalidade dos músculos abdominais. Por isso, mantenha uma postura adequada, mesmo com peso da barriga e se possível, busque um fisioterapeuta que indicará exercícios adequados, contribuindo para a sustentação correta do corpo;
  • Evite exercícios de impacto: Algumas atividades físicas que envolvem impacto como correr e pular, por exemplo, podem exercer uma pressão não indicada para a fase de gestação e recuperação pós-parto, assim como, abdominais e atividades de rotação do tronco. Por isso, se pratica exercícios, evite esse treinos e busque opções mais leves que irão contribuir para a manutenção da saúde, sem desconfortos imediatos e também posteriores, como no caso da diástase.

Ao tomar esses cuidados, esse problema poderá ser evitado, garantindo uma melhor recuperação para a mulher. Contudo, se já ganhou o bebê e busca formas de identificar, conheça os principais sintomas da diástase, bem como, o que fazer. Confira!

Principais sintomas da diástase abdominal

A diástase geralmente é identificada somente após o parto, durante o processo de recuperação. Porém, há situações onde pode ser verificada entre o segundo e terceiro trimestre da gestação, indicando a necessidade de atenção e precauções.

Assim, ao perceber uma certa protuberância acima e abaixo do umbigo que fica mais acentuada ao forçar os músculos abdominais, como ao ficar de pé, sentar ou deitar, pode ser um caso de diastase. Assim como, dores no pé da barriga e na pelve, o que indica a necessidade de auxílio médico imediato.

E além disso, após a gestação e parto, os principais sintomas de diástase são:

  • Flacidez no abdômen e região do umbigo;
  • Protuberância abdominal, mesmo após o parto;
  • Constipação;
  • Dores na região lombar;
  • Incontinência urinária;
  • Sensação de órgãos soltos;
  • Dificuldade na digestão;
  • Desconforto estomacal;
  • Dificuldade de manter a postura ereta; e
  • Inchaço.

Assim, ao perceber esse sintomas pode ser diastase e assim, requer atenção e tratamento. Mas, além disso, também é possível fazer um teste para verificar. Logo, para realizá-lo faça da seguinte maneira:

  1. Deite com a barriga para cima;
  2. Com uma das mãos, coloque os dedos médio e indicador posicionado dois dedos acima e abaixo do umbigo;
  3. Depois, contraia o abdômen, levantando levemente a cabeça, como se fosse realizar um exercício abdominal e veja o resultado.

Ao fazer esse movimento, caso sinta os dedos tocarem o músculo e saltem um pouco mais para cima, está tudo normal com a musculatura da barriga. Porém, se não houver nenhuma movimentação dos dedos e eles afundarem, como se percebendo uma fenda na musculatura, pode ser a diástase. E o primeiro passo é ir ao médico, a fim de verificar uma possível ajuda, além de atividades e exercícios que podem ajudar nesse processo de recuperação dos músculos.

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Como tratar a diástase pós-parto

Infelizmente, a diástase não possui um tratamento fácil e rápido para correção, o que pode ser um pouco frustrante para as mulheres. Porém, com paciência e boas recomendações pode ser remediado, fazendo com que o abdômen volte ao normal.

Assim, alguns especialistas podem recomendar exercícios físicos, fisioterapia ou cirurgia em casos mais específicos. Porém, cuidado com as atividades caseiras e sempre busque por instruções antes de começar, visto que, alguns exercícios podem piorar a situação.

Abdominais, pranchas com a barriga no chão, hiperflexão ou hiperextensão da coluna, musculação com cargas muito altas e exercícios de impacto, por exemplo, não são indicados. Pois podem causar o efeito inverso, deixando a musculatura ainda mais solta e também contribuindo para as dores e desconfortos. Portanto cuidado!

Logo, para tratar adequadamente, busque um médico especialista como o obstetra e fisioterapeuta. E lembre-se de também trabalhar a auto-estima e motivação que podem ser afetadas durante esse momento.

Complicações da diástase

Como já dito anteriormente, as principais complicações associadas à diástase são a flacidez na pele da região abdominal, dores na barriga, costas, lombar e até pernas.

E essa dor ocorre porque os músculos abdominais atuam como um suporte natural que protege a coluna durante os movimentos e locomoção, como ao andar, sentar e fazer exercícios. Assim, quando este músculo está fraco, a coluna fica sobrecarregada e então, há maior probabilidade de desenvolver problemas como desgaste e até hérnia de disco, por exemplo. Por isso, é importante realizar o tratamento, promovendo a junção e o fortalecimento das fibras abdominais.

Portanto, se está com suspeita ou certeza da diástase não descuide e procure já um médico para auxiliar no melhor tratamento. Afinal, isso irá garantir mais bem estar e qualidade de vida, tão necessárias à nova mãe.

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Lara Janaína Theodoro, mãe da Sara e fã de assuntos relacionados a moda, beleza, maternidade, entre outros sobre o universo feminino. Desde 2018 atua como redatora, trazendo sempre para seus artigos um pouco da sua vivência e experiência como mãe e mulher.

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