Cólicas na Gravidez: Principais Causas e o Que Fazer?

Algumas situações podem causar cólicas na gravidez, contudo é importante saber o por quê e quando isso ocorre, bem como, o que fazer nessas ocasiões.

Afinal, a gravidez é um período delicado devido às transformações que o corpo passa, resultando em algumas dores, desconfortos e cansaços, que até então, a mulher não tinha com tanta frequência. Logo, vale conhecer um pouco mais sobre esse período, assim como, as cólicas que podem surgir por diversos motivos.

Quer saber mais? Então continue lendo e descubra mais sobre as cólicas na gravidez!

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Cólicas na gravidez

Durante a gestação as cólicas devem ser encaradas sempre como um sinal de alerta, mesmo que em muitos casos não haja motivos para preocupação. Isso porque, durante os primeiros meses, por exemplo, esse sintoma pode ser normal. Porém, conforme o avanço da gravidez, esse desconforto deve sumir e só reaparecer por volta da 37ª semana, próximo ao período de início do trabalho de parto.

Contudo, para muitas mulheres, isso nem sempre acontece, fazendo com que o incômodo seja constante, o que com certeza é uma advertência que deve ser verificada com um médico obstetra.

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Cólicas no início da gravidez

Segundo médicos obstetras, as cólicas no início da gravidez são comuns, pois representam a adaptação do corpo ao bebê que está sendo formado. Por isso, é normal sentir desconfortos, pelo menos até a 10ª semana de gestação.

Geralmente, essas dores se formam no pé da barriga e são acompanhadas de episódios de enjoo, que também são típicos do início gestacional.

Portanto, se está no começo da gravidez e preocupada com as cólicas, fique tranquila, pois logo esse sintoma irá diminuir. Porém, se agravar procure um médico e nas consultas, não deixe de relatar o que está sentindo, para melhor verificação do profissional.

Cólicas no final da gravidez

A partir da 37ª semana de gravidez é normal as cólicas e desconfortos abdominais voltarem. E isso, geralmente indica que o momento do nascimento está próximo e por isso, o corpo já está se preparando para passar pelo processo.

Logo, se está nessa fase e sofrendo com essas dores, fique tranquila, repouse e relaxe, pois em breve irá iniciar o trabalho de parto. Porém, vale sempre a recomendação de consultar um médico obstetra, bem como, fazer exames específicos para saber se está tudo bem com o bebê, respeitando o período adequado dele nascer.

Assim, após a 37ª semana de gravidez, siga a recomendação de visitas regulares ao hospital para assim, assegurar um parto tranquilo e saudável.

Mas, além disso, ainda vale saber sobre os principais motivos da cólica. Bem como, o que pode ser feito para aliviar esse desconforto. Continue lendo!

mulher grávida

Principais causas das cólicas da gravidez

As cólicas na gravidez são comuns no começo e no final da gestação, porém dentre esse período, elas podem reaparecer. O que desperta um sinal de atenção para verificar o real motivo desse sintoma.

Agora, iremos listar as principais causas de cólicas na gravidez, assim como, a explicação sobre alguns motivos que podem resultar em uma melhor tratativa.

Logo, as principais causas de cólicas na gravidez são:

  • Desenvolvimento fetal;
  • Excesso de exercícios físicos;
  • Infecção urinária;
  • Relações sexuais;
  • Gravidez tubária;
  • Descolamento ovular;
  • Descolamento de placenta;
  • Aborto espontâneo; e
  • Trabalho de parto.

Entenda um pouco mais sobre esses principais motivos!

Desenvolvimento fetal

Durante os primeiros meses de gravidez, enquanto ocorre o desenvolvimento fetal é comum as mulheres sentirem cólicas. Isso porque, o corpo estará passando por uma transformação e realocação de alguns órgãos, para dar espaço para o desenvolvimento da nova vida.

Além disso, há mudanças também nos hormônios, ovário e útero que começam a crescer lentamente e mudam sua característica, igualmente provocando o desconforto.

Por isso, se está entre os primeiros três meses da gravidez e sente cólicas, fique tranquila, pois não há motivos para alarde. Contudo, relate isso ao seu médico e peça para que seja verificado em exames se está tudo certo com o feto.

Excesso de exercícios físicos

Geralmente, os exercícios físicos são recomendados para as grávidas, pois auxiliam no desenvolvimento do bebê, diminuição de dores e até no momento do parto. Porém, é importante saber que isso deve ser feito com cautela, evitando esforço excessivo que pode ser prejudicial.

Assim, se tem praticado atividades físicas e está com cólicas na gravidez, procure um médico e tente diminuir a intensidade dos exercícios, a fim de manter a placenta no local adequado.

Da mesma forma, evite atividades que envolvam impacto como pular e correr, dando preferência para alongamentos, yoga e caminhadas leves. Mas, de qualquer forma, consulte o obstetra para garantir que a realização de atividades não será prejudicial para o seu caso.

Infecção urinária

Durante a gravidez, geralmente há um aumento no desenvolvimento de bactérias no trato urinário e por sua vez, isso causa desconfortos, muitas vezes associados à cólicas. Com isso, se está com grandes desconfortos é importante buscar auxílio médico, pois pode ser uma infecção urinária.

Geralmente, esse desconforto acompanha ardência ao urinar, urina de cor escura e vontade frequente de ir ao banheiro. E para tratar é importante que a grávida tome muita água, bem como, siga um tratamento médico, que pode ser associado com algum medicamento.

Portanto, se está com cólicas e os sintomas citados anteriormente, não fique preocupada, mas procure seu obstetra de imediato.

Relações sexuais

Caso esteja com cólicas após relações sexuais, saiba que isso é normal. Pois, segundo opiniões de médicos especialistas, o sêmen contém substâncias que estimulam o útero e por isso ocorre o desconforto.

Porém, nesse caso se a cólica persistir é importante buscar ajuda médica para verificar se tudo está de acordo com o esperado. Da mesma forma, há quem recomende a prática durante esse período, pois auxilia durante o parto.

Contudo, fique atenta e se perceber dores durante as relações, evite e mantenha a gestação mais calma e leve o possível.

Gravidez tubária

Em alguns casos, as cólicas na gravidez também podem estar associadas a problemas mais sérios. Como por exemplo, a gravidez tubária ou gravidez ectópica, que é quando o embrião não se desenvolve no útero, mas sim nas trompas uterinas, o que leva a sangramentos e ao possível aborto.

Quando isso acontece é comum haver muitas dores na região abdominal, assim como, cólicas fortes acompanhadas por sangramentos. Geralmente, gestações dessa forma não prosseguem e costumam durar em média 10 semanas.

Por isso, se está no início da gravidez com cólicas muito fortes, corrimentos e indícios de sangramento, não perca tempo e busque o médico obstetra com urgência, a fim de garantir a manutenção e equilíbrio da saúde.

Descolamento ovular

O descolamento ovular é um problema de falta de fixação do saco gestacional antes da 20ª semana de gravidez, o que também causa severas cólicas e desconfortos.

Esse problema é possível de perceber em ultrassons, visto que é caracterizado pela presença de um hematoma originado pelo acúmulo de sangue entre o útero e o saco gestacional. E, algumas vezes, pode piorar resultando em maior risco de parto prematuro, aborto e descolamento da placenta.

Esse descolamento pode ocorrer por diversas razões, contudo, realizar grandes quantidades de esforços pode agravar a situação. Portanto, cuidado!

Descolamento de placenta

Outra situação grave que pode causar cólicas na gravidez é o descolamento da placenta. Isso porque, ele acontece quando a placenta se desprende da parede do útero, causando diversos danos como inflamações e alteração na circulação de sangue na placenta, resultando em até privação do bebê ao oxigênio e também aos nutrientes.

Esse fato pode acontecer por diversos motivos, mas geralmente está relacionada com o esforço físico intenso e pressão alta ou pré-eclâmpsia, que são consideradas situações de risco, e assim, requerem intervenção imediata

Esse descolamento pode acontecer em qualquer momento da gravidez e para evitar, vale a recomendação de manter o descanso e repouso sempre que possível, ainda mais se a gravidez for de alto risco.

Aborto espontâneo

Há situações em que cólicas muito fortes, seguidas de sangramento logo no início da gestação podem ser episódios de abortos espontâneos, com isso, cuidado e muita atenção.

No começo da gravidez após situações de esforço físico intenso, uso de remédios, consumo excessivo de café ou chás não recomendados para essa fase, o aborto espontâneo pode acontecer. E como já mencionado, é comum, principalmente nos primeiros meses após sintomas de cólicas, sangramentos e corrimentos.

Por isso, ao perceber isso, procure ajuda médica o mais rápido possível, a fim de evitar possíveis danos e riscos à saúde do bebê e também da mãe. E igualmente, tente manter a calma, evitando movimentos intensos que podem prejudicar ainda mais a ocorrência.

Trabalho de parto

Durante o trabalho de parto e algumas semanas antes de acontecer é comum sentir algumas cólicas e desconfortos abdominais, principalmente após a 37ª semana, quando o corpo começa com as contrações de treinamento. Que são dolorosas, mas são um preparo para a hora do parto.

Por isso, se está na fase, próximo ao momento de ganhar o bebê e está com cólicas, fique tranquila, pois esse é um indício de que a hora está chegando e esses sintomas serão cada vez mais frequentes, até o parto.

Assim, cólicas, dores nas costas e na região lombar serão intensas, mas tente fazer caminhadas leves e curtas, mesmo em casa, que irão ajudar no momento do parto.

como tratar cólicas na gravidez

Como aliviar as cólicas na gravidez

Como já dito, as cólicas na gravidez, mesmo que sejam comuns em alguns casos, sempre merecem atenção. Com isso, se está sentindo esse desconforto, a primeira sugestão para aliviar é procurar ajuda médica a fim de saber se há algum medicamento indicado para tratar essa dor no momento.

Além disso, é recomendável repouso e evitar situações de estresse que podem ser prejudiciais. Igualmente, praticar a respiração profunda e calma, tende a diminuir o desconforto, evitando muitas vezes até a ingestão de remédios.

Assim, para aliviar, lembre-se de manter a calma e descanse. Mas, caso persista, não hesite e busque por atendimento médico.

mulher grvávida dormindo

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Lara Janaína Theodoro, mãe da Sara e fã de assuntos relacionados a moda, beleza, maternidade, entre outros sobre o universo feminino. Desde 2018 atua como redatora, trazendo sempre para seus artigos um pouco da sua vivência e experiência como mãe e mulher.

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